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Transportes e Armazenagem

Transportes terrestres, marítimos e aéreos, por oleodutos ou gasodutos, actividades postais e de courier

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Stress inerente aos motoristas de pesados de passageiros

13 de Agosto de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

O que é o stress no trabalho?

O stress no trabalho surge quando o ambiente de trabalho coloca exigências que excedem as competências que o trabalhador pensa possuir para as enfrentar (ou controlar). O stress não é uma doença mas, se for intenso e prolongado, pode causar danos do foro físico e psíquico (depressões, esgotamentos nervosos e doenças cardiovasculares entre outros).

Trabalhar sob uma certa pressão pode até melhorar o nosso rendimento e proporcionar satisfação, desde que possamos concretizar os objectivos a que nos propomos. Ao invés, se as exigências e as pressões aumentarem excessivamente podem resultar em stress. O stress pode ser provocado por problemas existentes no local de trabalho, fora dele ou ambas as hipóteses.

Quais são as causas do stress no condutor?

A posição de trabalho sentado de um condutor de pesados de passageiros pode ser um motivo de fadiga e, assim, de stress. Apesar de constituir uma posição mais cómoda, porque aumenta a superfície de apoio do condutor, pode tornar-se incómoda se for incorrecta e prolongada – provocando dores nas costas, nos ombros, no pescoço e até problemas de circulação sanguínea.

Para evitar estes riscos é preciso dispor de assentos apropriados, saber sentar-se e também ter em conta outras regras e medidas preventivas

Se é condutor e anda a sofrer de stress, fadiga e dores musculares – leia isto e veja o que está errado enquanto conduz:

  • o plano de trabalho deve fazer um ângulo aproximado de 90 graus com a coluna vertebral do condutor;
  • o espaço para as pernas deve ser suficientemente amplo para garantir liberdade de movimentos;
  • o assento deve ser regulável, em profundidade e altura, para se poder apoiar a região lombar;
  • os pés, devem estar bem assentes na superfície e ter área suficiente para assegurar uma boa estabilidade e conforto;
  • o encosto deve ser também regulável para apoiar as costas no local mais vulnerável (altura da cinta);

Não pode ficar esquecido que é muito benéfico parar, fazer pausas, caminhar e fazer exercícios físicos de relaxe durante viagens longas.

Quando a Fadiga resulta em Stress

stress
Fonte: http://everystockphoto.s3.amazonaws.com/

A fadiga no condutor manifesta-se a nível muscular, nervoso e visual. Torna-o, em stress, nervoso e ansioso. Os seus gestos ficam mais lentos e tem, muitas vezes, tendência a circular demasiado depressa -avaliando mal a sua velocidade e a os outros. A condução, por obrigar a fases de atenção difusa e de concentração intensa, numa postura rígida, induz à fadiga mesmo que no seu estado inicial não seja muito sentida pelo condutor.

Há que saber reconhecer os sinais da Fadiga

Irritabilidade, cabeça pesada, picadas nos olhos; Bocejos, crispação do pescoço e dos ombros; Necessidade de mudar frequentemente de posição; Impressão de que todos os outros condutores conduzem mal; Sensação de muito calor ou de o vestuário estar muito apertado:
se estes sinais aparecerem não hesite em parar, tomando as devidas precauções saindo do veículo e andando um pouco.

Para evitar o estado de fadiga o condutor deve

  • Manter o veículo arejado e regular a climatização;
  • Ligar o rádio com música suave;
  • Beber muita água, não ingerir bebidas alcoólicas, e alimentar-se à base de refeições ligeiras;
  • Evitar manter o olhar sempre fixo no eixo da via – assim como marcar uma hora de chegada muito rígida ou iniciar a viagem após um dia de trabalho;
  • Fazer pausas de 10 a 15 minutos a cada 2h de condução.

Atenção!!

Porque contraria o nosso ritmo biológico e porque a luminosidade é artificial, a fadiga surge com mais frequência – e acentua-se – durante a condução nocturna. Não esquecer, igualmente, de que a comodidade também é segurança. Para que a viagem seja menos fatigante o condutor deve estar comodamente sentado e em posição que possibilite o domínio perfeito do veículo em caso de emergência.

Assim, é importante reforçar

  • Regule o assento de forma a que os pés cheguem perfeitamente aos pedais;
  • Regule os espelhos retrovisores de forma a melhorar a visibilidade. A fadiga pode induzir à sonolência, principalmente de noite e/ou em ambientes monótonos. Tanto um como outro destes estados pode ser agravado pela absorção de álcool, drogas e/ou medicamentos.

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Oleodutos: são mais as vantagens do que as desvantagens

22 de Junho de 2019 by olinda de freitas Deixe um comentário

O que são oleodutos?

Os oleodutos são sistemas de transporte de petróleo bruto, tanto para as refinarias como para os consumidores finais. É assim que acontece: uma grande rede de tubos de aço transfere petróleo bruto de diferentes locais num campo petrolífero para um ponto de armazenamento, uma instalação de processamento ou um terminal de transporte.

Depois, um determinado número de centros de armazenagem distribui o petróleo bruto em tubulações de transporte, cujo diâmetro maior pode ser de até 1,22 metros. Estações de bombeamento, em intervalos que variam entre 16 e 320 quilómetros ao longo do oleoduto, asseguram que o petróleo continue em movimento.

Estes ductos são artérias vitais para o transporte de petróleo através dos continentes e também sob as águas em regiões marítimas, como no Golfo do México, no Mar do Norte e no Mediterrâneo.

Transporte tubular dos oleodutos

oleodutosComo tubulação fechada, normalmente circular, que é utilizada para transportar petróleo e seus derivados, os oleodutos fazem a movimentação do fluido de um lugar para outro através de um sistema de pressão.

Tem como principais vantagens, o sistema tubular, a redução dos custos de transporte de líquidos – a médias e a longas distâncias – e a diminuição da poluição, pois os riscos de acidente e de derrame ou fuga são reduzidos.

Igualmente, através deste sistema de transporte, é impossível alterar o percurso ou parar durante o trajecto – o que significa uma maior rapidez de transporte de petróleo bruto ou de gás natural (no caso dos gasodutos).

Os oleodutos constituem também a forma menos perigosa, ou mais segura, de transportar petróleo.

Quais as desvantagens dos oleodutos?

Uma das grandes desvantagens prende-se com os avultados custos da sua construção como arranque inicial. Ademais, a construção de oleodutos tem um impacte ambiental significativo ao longo do seu percurso – o que  inclui, igualmente, o impacte social em assentamentos locais, na eliminação da vegetação e nos efeitos do calor do óleo quente no tubo sobre o solo congelado à sua volta.

Apesar de as tubulações possuírem um sistema de instrumentação sensível que permite a monitorização de vazamentos e rupturas, por vezes estes não são notados até que a poluição atinja um curso de água. Ora isto é ecologicamente péssimo e condenável.

Uma outra grande desvantagem prende-se com as catástrofes naturais: terramotos e inundações graves podem romper os oleodutos inesperadamente.

Problemas políticos

Como se sabe, as rotas de oleodutos criam problemas políticos. Veja-se o caso da extensão proposta para o oleoduto Keystone XL, que levaria o petróleo bruto Canadense para os portos de águas profundas no Texas: tem encontrado forte oposição nos agricultores e nos habitantes dos Estados Unidos – é que este oleoduto, além de questões ambientais à mistura, pode fazer duplicar as exportações de petróleo do Canadá para os Estados Unidos que querem ser energeticamente independentes.

Ou pensemos na proposta da Rússia de levar o ESPO até a costa do Pacífico. Qual é o objectivo? O objectivo é reduzir para metade as exportações de petróleo para a Europa…

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